<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292</id><updated>2011-09-17T01:08:26.973-03:00</updated><title type='text'>Duda e o estranho</title><subtitle type='html'>Contos Fantásticos do inconsciente.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-1080033007216903085</id><published>2011-08-18T16:22:00.004-03:00</published><updated>2011-08-18T16:50:00.171-03:00</updated><title type='text'>Escrever era um grande prazer. É ainda.</title><content type='html'>Por aqui as coisas configuram-se da seguinte maneira: turbilhão de emoções antagônicas que refletem num corpo constantemente doente.&lt;br /&gt;O que me deixa doente são essas emoções, que por sua vez são produzidas pelo próprio corpo.&lt;br /&gt;Os sintomas são: dores de cabeça, em difeentes momentos do dia, sempre na esquerda alta da cabeça; enjôos constates, na maior parte das vezes durante a noite (e não, não é gravidez).&lt;br /&gt;Os exames não apontam para nenhum tipo de irregularidade.&lt;br /&gt;Os psicosintomas são: dores fortes lá dentro do peito, vontades de chorar em momentos absolutamente aleatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante como essas emoções são capazes me deixar embebida neles, mergulho tão fundo que quase não consigo voltar à superfície. Mas volto, sempre volto. E tento me deixar levar por outras correntezas. Mas quando dou por mim, são as mesmas correntezas de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os exames não apontam para nada, então eu vou apontar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-1080033007216903085?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/1080033007216903085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=1080033007216903085&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/1080033007216903085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/1080033007216903085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2011/08/escrever-era-um-grande-prazer-e-ainda.html' title='Escrever era um grande prazer. É ainda.'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-6007244714515066037</id><published>2009-07-21T14:23:00.001-03:00</published><updated>2009-07-21T14:31:15.830-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/SmX7F_j10nI/AAAAAAAAAEw/G1F46APIQAk/s1600-h/DSCN0470.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/SmX7F_j10nI/AAAAAAAAAEw/G1F46APIQAk/s320/DSCN0470.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360967011834122866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-6007244714515066037?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/6007244714515066037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=6007244714515066037&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/6007244714515066037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/6007244714515066037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2009/07/blog-post.html' title=''/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/SmX7F_j10nI/AAAAAAAAAEw/G1F46APIQAk/s72-c/DSCN0470.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-1920635119085949172</id><published>2009-07-14T14:23:00.003-03:00</published><updated>2009-07-21T14:08:43.351-03:00</updated><title type='text'>Belo Caminho de Volta</title><content type='html'>"Todas as pessoas - ele pensa olhando o mar no belo caminho de volta, a criança no colo - estão no limite, permanentemente no limite de si mesmas; e no entanto do outro lado está apenas o tempo. Um passo em frente é o tempo que leva" O Filho Eterno, Cristóvão Tezza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desculpa mais recorrente era a tal falta de inspiração, mas ela sabe que o que a faz parar de escrever é a maldita preguiça, abandona textos pela metade, sem jamais voltar a tocá-los. Novas leituras deixam-na motivada, mas não o bastante para fazê-la pegar novamente o lápis. O que a fez escrever o primeiro conto? Uma história interessante: lá no seu primeiro grau da escola os pais receberam uma circular informando que estaria disponibilizando aulas de redação para os alunos, posteriormente, indicados. O pai, sem entender que era um informe, e não um indicação, diz à ela que foi indicada, e isso causou uma profunda irritação, já que escrever sempre foi algo tão prazeroso e nunca apresentou-lhe grandes dificuldades. Pois bem, para mostrar que ela não precisava de aulas de redação coisíssima nenhuma, escreveu seu primeiro conto sobre uma moça que viu e ganhou espaço em sua ficção (afinal, sobre o que os autores ecsrevem senão sobre eles mesmos?). O conto foi muito elogiado e, depois desse vieram muitos outros, sequências de histórias que se relacionavam com aquela primeira. Descobriu aí um caminho a seguir, mas apareceram nele responsabilidades que não esperava encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvia sempre daquele que a apoiava "escrever é um exercício diário", e o tempo ia passando, a escrita foi sendo, discretamente, deixada de lado, até tornar-se cada vez mais difícil. Falta inspiração, falta fôlego; faltava um pouco mais de coragem para admitir a desistência, e isso pesava. Toda vez que lembrava da inércia à qual ela mesma havia se submetido, sentia-se uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez um blog, pensou que seria um grande estímulo corresponder-se com outros jovens escritores, publicou contos que já existiam, outras breves linhas de pensamento, mas não demorou muito para abandoná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas algo faria com que ela voltasse a escrever: no aniversário daquele ano resolveu renovar sua estante com escritores mais contemporâneos como Bernardo Carvalho, Tatiana Salem Levy e Cristóvão Tezza. Começou pelo último, O Filho Eterno de Cristóvão Tezza, leu as primeiras 30 páginas e parou. A narrativa exige um descanso, a relação que o personagem estabelece com a própria vida não era assim tão leve, ao mesmo tempo que sentia a necessidade de parar de ler, não podia fechar o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe trabalhava numa rádio, e foi enviada a Festa Literária Internacional de Paraty, onde o autor estaria, para cobrir o evento. A entrevista que fez com ele a fez pensar sobre voltar a escrever, exercitar até que vire fácil outra vez. Quando a mãe voltou trouxe algo que jamais esqueceria: estendeu as mãos com seu livro sobre elas, ela pegou e abriu pois sabia que teria algo novo dentro dele, estava escrito "à escritora ..., vai essa longa história de um escritor, um grande beijo do Cristóvão Tezza. Paraty. 2/julho/09". Ela voltou a escrever, e agradece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-1920635119085949172?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/1920635119085949172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=1920635119085949172&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/1920635119085949172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/1920635119085949172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2009/07/belo-caminho-de-volta.html' title='Belo Caminho de Volta'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-6048437052359117884</id><published>2009-03-08T01:33:00.002-03:00</published><updated>2009-03-08T01:39:31.600-03:00</updated><title type='text'>Enfrentar medos para salvar amizades</title><content type='html'>Não tenho o hábito de me acostumar com amizades perdidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-6048437052359117884?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/6048437052359117884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=6048437052359117884&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/6048437052359117884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/6048437052359117884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2009/03/enfrentar-medos-para-salvar-amizades.html' title='Enfrentar medos para salvar amizades'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-209802167155638849</id><published>2008-12-31T13:28:00.002-02:00</published><updated>2008-12-31T13:34:23.636-02:00</updated><title type='text'>Adeus ano velho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/SVuQ4T7i6tI/AAAAAAAAADk/3IYIy0XpGcM/s1600-h/ATgAAAB4_o2Dm2N9NXgfW1Mb88VIcXswFSun0xjD6X1Vp3-cJD3C1i8VNuyI7dyBPBlRa0LbgURFfsNJynUW26uVPEnjAJtU9VDnm-HpAVjXlqI9pDXEoonuHwswig.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 368px; height: 261px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/SVuQ4T7i6tI/AAAAAAAAADk/3IYIy0XpGcM/s320/ATgAAAB4_o2Dm2N9NXgfW1Mb88VIcXswFSun0xjD6X1Vp3-cJD3C1i8VNuyI7dyBPBlRa0LbgURFfsNJynUW26uVPEnjAJtU9VDnm-HpAVjXlqI9pDXEoonuHwswig.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285977884746509010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  Mais uma vez deparo-me com esta situação: de um dia para o outro, avança-se um ano. Volto ao passado, há exatamente um ano atrás e, vejo como muita coisa mudou em mim, como, ao contrário deste ano, torcia para que aquele ano acabesse de uma vez, numa forma de enterrar os problemas sem resolve-los, como se um dia realmente fizesse diferença. Hoje sei que a noite do dia 31 de Dezembro não passa de uma máscara, cobrindo tudo aquilo que não foi possível resolver naquele ano, por isso o reveillon não é uma festa para comemorar o ano que vai entrar, é para mascarar o ano que passou, de modo que as pessoas entrem no ano seguinte com a ilusão de que todos os problemas do ano anterior acabaram junto com ele e, assim acumula-se problemas, pobreza, desigualdade; tudo isso acontece subliminarmente, sem que ninguém perceba, somos vítimas e cúmplices desta violência que se repete todos os anos, que se acumula todos anos e, nunca se resolve. Mas essa violência envolve seres humanos, envolve a maior parte da população braileira e, tantas pessoas não podem ser escondidas como poeira jogada debaixo do tapete, essas pessoas não comemoram o reveillon, estas pessoas estão nas festas sim, são elas que catam as latinhas jogadas na areia, são elas que dormem onde nós pisamos e, é por elas que nós devíamos desejar na beira do mar, é para elas que deveríamos estourar o champagne e dar as uvas, as oferendas, para que uma vez por ano, elas se sintam um pouco mais próximas, um pouco mais humanas, um pouco menos lixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-209802167155638849?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/209802167155638849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=209802167155638849&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/209802167155638849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/209802167155638849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/12/adeus-ano-velho.html' title='Adeus ano velho'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/SVuQ4T7i6tI/AAAAAAAAADk/3IYIy0XpGcM/s72-c/ATgAAAB4_o2Dm2N9NXgfW1Mb88VIcXswFSun0xjD6X1Vp3-cJD3C1i8VNuyI7dyBPBlRa0LbgURFfsNJynUW26uVPEnjAJtU9VDnm-HpAVjXlqI9pDXEoonuHwswig.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-7949862979180669725</id><published>2008-11-16T19:49:00.003-02:00</published><updated>2008-11-16T20:06:27.869-02:00</updated><title type='text'>Confesso</title><content type='html'>Confesso: não sei ecsrever sobre mim. Escrevo sobre ela.&lt;br /&gt;Ela: tudo sobre mim, que não sou eu, é ela. Dispensa nome, idade, endereço. Ela é o suficiente, por mais ambígüo que possa parecer. Ela está com medo, a responsabilidade a assusta, logo ela, que se diz tão corajosa quando se trata de terrorismo poético, no primeiro conflito familiar fica com medo. Ela sabe que aqui em casa é tudo uma questão de diálogo, nada se esconde, tudo se revela. Então é isso, basta que ela mantenha o diálogo e desfaça a (com o perdão da palavra) merda que fez. Combinado então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela continua escrevendo. Ora, escreva algo que preste!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-7949862979180669725?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/7949862979180669725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=7949862979180669725&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/7949862979180669725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/7949862979180669725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/11/confesso.html' title='Confesso'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-4828995047393673329</id><published>2008-09-21T18:21:00.000-03:00</published><updated>2008-09-21T18:22:32.055-03:00</updated><title type='text'>É blog, é?</title><content type='html'>Não, não é blog, é literatura, porra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-4828995047393673329?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/4828995047393673329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=4828995047393673329&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/4828995047393673329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/4828995047393673329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/09/blog.html' title='É blog, é?'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-6363130142794985988</id><published>2008-09-09T15:10:00.005-03:00</published><updated>2008-09-09T16:02:01.559-03:00</updated><title type='text'>Marcus Nemesius</title><content type='html'>&lt;p&gt;"Ela era bela e era boa.&lt;br /&gt;Ela era doce e era triste.&lt;br /&gt;E morreram da mesma dor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Perdoai-os,&lt;br /&gt;Perdoai-os,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;                                       Perdoai-os Senhor!"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Canção dos Amantes Mortos, Pablo Neruda.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chego em casa, segunda-feira. Visto vários agasalhos, semana de frio no Rio de Janeiro. Mamãe dorme a sagrada cesta, diz que é para manter-se conservada, tem horror à velhice. Brigou com Rui ontem,  briga séria, ouvia-se os gritos da rua, fui embora. Sempre acontece, ele já mudou e voltou umas cinco vezes e, ela sempre o aceita de volta, de pernas abertas e comida na mesa. Perceba que a crueldade não é minha, conto a história de acordo com os fatos, essa é a nossa vida, e é assim que ela acontece. Um ciclo vicioso de desgaste físico e mental. Às vezes penso, como seria se papai continuasse conosco? Pior, certamente, o filho-da-puta fez de tudo para que ela perdesse o bebê quando estava grávida de mim, até espancá-la, mas eu tinha que nascer, viriam (e vieram) outros filhos-da-puta para sugar todas as qualidades que ela poderia ter e,  partir. Hoje ela não trabalha, todos os projetos que pensou para o futuro foram roubados pelos homens que passaram por ela, quando os conhecia eram pessoas perdidas sem saber o que fazer da vida; quando partiam, eram pessoas bem-resolvidas com um futuro promissor. E ela? Lamentava-se, mas que tonta! Não havia tarja preta que trouxesse de volta o meu futuro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mamãe tem o exercício diário de perdir perdão todas as manhãs, desde que eu nasci, ela me pede perdão por ter deixado tudo acontecer dessa maneira. Não peça perdão, mãe, não vou te abandonar. À essa altura, já não importa mais se Rui vai deixá-la na merda como todos os outros ou não, seu maior medo é que eu a deixe, isto ela evita até em pensamento; resta saber quanto tempo mais vou aguentar ficar aqui, ontem foi a primeira vez que saí no meio de uma briga, fui emmbora e só voltei hoje, ela deve ter ficado assustada, mas eu voltei, mãe, estou aqui. Vou até seu quarto, continua dormindo, beijo sua testa rígida, pego suas mãos geladas, troco suas roupas sujas, cubro seu corpo e, espero Rui chegar, ele saberá o que fazer.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-6363130142794985988?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/6363130142794985988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=6363130142794985988&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/6363130142794985988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/6363130142794985988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/09/marcus-nemesius.html' title='Marcus Nemesius'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-7209583603248664638</id><published>2008-09-05T20:52:00.004-03:00</published><updated>2008-09-05T21:25:19.603-03:00</updated><title type='text'>Desabafo/Fluxo de pensamento</title><content type='html'>A mente humana é muito poderosa, íncrivel como é possível manipular os próprios sentimentos, a nossa própria realidade de vida e, só mesmo um soco na cara para despertar da própria loucura. Loucura esta que não exste, é apenas mais uma das defesas da mente, algo totalmente equivocado e egocêntrico que nos faz fugir dos problemas (que muitas vezes nem podem ser chamados de problemas) e reverter a situação de modo que nós viremos a vítima e, aquilo nos atinge de alguma forma, vire o vilão de uma novela criada por nós mesmos. Encaro como um sinal de covardia, como podemos ser covardes em muitas situações, injustos!&lt;br /&gt;E agora? Não fui eu, foi a minha consciência? As pessoas devem achcar que sou louca. Talvez essa seja a intenção, pobrezinha doidinha, olha só.&lt;br /&gt;Entender a manipulação da nossa mente é um passo significativo, próximo passo: contornar a situação, despertar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfio: decifrar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pensei que vou morrer, quer dizer, todo mundo vai morrer! Não é louco pensar isso? Eu sei que vou morrer mas não sei qundo, pode ser hoje, amanhã ou daqui a vinte anos. Como vivo tão intensamente, como tantas coisas acontecem ou deixam de acontecer pra um dia acabar assim?&lt;br /&gt;Sinto um medo, um medo enorme ,mas, ao mesmo tempo, sinto uma vontade de viver, de fazer tudo, de salvar o mundo! Coisa mais infantil, achar que posso salvar o mundo. Tem tanta coisa pra ser feita, todo mundo deve pensar nisso. O mundo tá muito louco, não dá mais pra viver assim; tecnologias de ponta de um lado, gente sem luz em casa do outro. Não podemos perder o olhar crítico. tá tudo errado.&lt;br /&gt;Quando eu morrer, vou levar comigo a aspiração...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-7209583603248664638?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/7209583603248664638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=7209583603248664638&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/7209583603248664638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/7209583603248664638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/09/desabafofluxo-de-pensamento.html' title='Desabafo/Fluxo de pensamento'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-3563656208389215357</id><published>2008-08-19T21:27:00.003-03:00</published><updated>2008-08-20T21:37:56.697-03:00</updated><title type='text'>Abro-me</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Não existe mais vítima. Não existem mais vilões. Já passou da hora de responsabilizar-me pelos meus atos. Posso até desabar em lágrimas, mas não existe mais (falsa) doença que me impessa de agir, de pensar ou escrever. A sensação é de quem renacse das cinzas; morri por dentro, causei minha própria morte, mas ressucito. Sou outra, a mesma; sou fênix.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-3563656208389215357?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/3563656208389215357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=3563656208389215357&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/3563656208389215357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/3563656208389215357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/08/abro-me.html' title='Abro-me'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-2988522392844830732</id><published>2008-08-11T16:27:00.003-03:00</published><updated>2008-08-20T21:38:21.391-03:00</updated><title type='text'>Dedicatória</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;    Entrego-me. Entrego-me como nunca o fiz, superei o medo e agora entrego-me, como quem mergulha no mar, confiando nas águas, deixando que elas me levem, me guiem, me acolham em suas profundezas. Acomodando-me no mais íntimo do oceano, encontrando nele a minha verdade. Entrego-me e não peço nada em troca, além da confiança nas águas do mar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos aqueles que já se entregaram um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-2988522392844830732?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/2988522392844830732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=2988522392844830732&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/2988522392844830732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/2988522392844830732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/08/dedicatria.html' title='Dedicatória'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-6540940002686845443</id><published>2008-07-30T12:51:00.001-03:00</published><updated>2008-07-30T12:51:56.984-03:00</updated><title type='text'>A vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sempre quis escrever sobre a vida. Penso: "a vida é...", um vazio infinito. Pronto! A vida é um vazio infinito, por mais que tentemos preenchê-lo, não adianta, sempre faltará alguma coisa. A vida é insaciável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O vazio infinito da vida só será saciado no fim; a morte. A morte faz parte da vida, quem disse que não? É o ponto máximo, quando finalmente não falta na-da. Posso entender melhor os suicidas, existe agonia maior que o vazio? Imagine; por mais que você seja a melhor pessoa do mundo, ainda assim, não é o suficiente. A única coisa suficiente na vida, é a morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Libertar-se-á… nunca mais!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Edgar Allan Poe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-6540940002686845443?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/6540940002686845443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=6540940002686845443&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/6540940002686845443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/6540940002686845443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/07/vida_30.html' title='A vida'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-4407243557071708587</id><published>2008-07-01T20:20:00.007-03:00</published><updated>2008-07-01T20:57:57.200-03:00</updated><title type='text'>Utopia</title><content type='html'>&lt;p&gt; Eram 18:ooh, hora do rush, plena Av. Nossa Senhora de Copacabana e,  lá estava ela. Parada, sozinha, perdida. Seus olhos estavam longe, procurando alguma coisa, qualquer coisa melhor que aquilo que via: centenas de carros emfilerados, fumaça e buzina. Procurava uma cor, uma música, um verso; procurava fugir, voar para algum lugar onde não houvesse sujeira e exploração. Estava sufocada, em meio a  pressa, cansaço, alienação, mal-humor, desilusão. Lá estava ela, a utopia, perdida.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;"&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". Eduardo Galeano&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-4407243557071708587?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/4407243557071708587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/4407243557071708587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/07/utopia.html' title='Utopia'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-7545992769500575789</id><published>2008-05-04T16:16:00.003-03:00</published><updated>2008-05-04T16:28:04.860-03:00</updated><title type='text'>Sentido Zona Sul</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;   Era quinta-feira e, como de costume, fui ao dentista. Tenho consulta a cada quinze dias, no começo não acreditava que conseguiria seguir sem esquecer ou sentir preguiça, mas cá estou no sétimo mês sem nenhuma falta.&lt;br /&gt;  É sempre a mesma coisa, saio de Botafogo, pego o metrô, salto na estação Siqueira Campos, ando umas 3 quadras e chego ao consultório. O caminho é sujo, lotado de gente, camelôs e lanchonetes fedorentas; no meio da correria de mão dupla sempre tem um velhinho sem pressa para congestionar a calçada. O consultório fica no quarto andar de um edifício comercial, a cada andar que o elevador pára vê-se uma loja, uma sex shop, uma cantina. Para chegar até a portinha branca do consultório passa-se por um longo corredor, com muitas portas distintas: “igreja batista”,“igreja ortodoxa”, psicólogo, “seita religiosa protestante”, igreja evangélica e mais um ou dois médicos.&lt;br /&gt;  O dentista é um cara interessante. Bastante tímido e discreto, não é do Rio de Janeiro. Excelente profissional, muito competente mesmo, e além de médico é artista plástico, pintor, têm belos quadros que dizem muito sobre ele, revelam solidão e uma mente confusa.&lt;br /&gt;  Certa vez, quando estava na plataforma do metrô esperando pelo trem, vejo, do outro lado, um rapaz sentado, a distância e minha visão ruim impediram-me que pudesse destinguir qualquer expressão, mas pude perceber que respondia aos meus olhares. Sabe aquela sensação que nunca mais verá aquela pessoa? Era exatamente o que sentia e, ao mesmo tempo que era desesperador, era também tão livre, como se eu pudesse dizer que o amo sem ter que me preocupar em ligar no dia seguinte. O trem chegou, estava lotado e não eram nem seis horas;  partiu e não mais o vi. Em meio àqueles apertos pensava como é revoltante o modo como o metrô soca os passageiros nos vagões sem a menor preocupação, ao invés de aumentar o número de composições, enfeitam os mesmos com alertas coloridos e agradáveis aos olhos “ao embarcar, dirija-se ao centro do carro” ou “mova as mochilas para frente para o seu conforto”, sugeri mais um: “estudantes, ao embarcar, equilibrem suas mochilas na cabeça, quanto mais gente, mais lucro”...não agradou. Depois dessa  vergonhosa viagem, na saída do metrô há cartazes horrorosos que impõem, de forma violenta e puramente psicológica, que “conforto e qualidade é o que você quer”, faltando um “otário” no final.&lt;br /&gt;  Passou-se um mês para tornar a ver o rapaz na plataforma da frente, novamente nos olhamos, mas desta vez ousei acenar, bem discretamente, e ele respondeu da mesma forma. Ergueu um pouco a cabeça e pude perceber, apesar da visão ruim, que seus olhos eram extremamente expressivos, profundos e, principalmente, misteriosos. O trem da zona sul chegou primeiro e ele embarcou; naquela direção só tem mais uma estação, Cantagalo, pode ser que ele more lá...&lt;br /&gt;  Gosto de andar por copacabana quando há tempo, lembro-me de todos os romances policiais de Garcia-Roza e refaço o caminho de Espinosa, passando pela Barata Ribeiro, Galeria Menescal e Bairro Peixoto. Num desses dias desocupados resolvi ir um pouco além, talvez até ali o Cantagalo. Com a desculpa, para mim mesma, que iria tomar um cerveja no Bip Bip, fui atenta, olhando para todos os lados, obviamente não o encontrei, e voltei. Entrei no metrô, na plataforma não o encontrei, somente quando entrei no vagão o vi, saindo. Ele não me viu, pena, estava tão perto, pude observar que seus olhos eram tudo aquilo que havia percebido, o nariz era delicado, pequeno, mas proporcional, sua boca, ah! sua boca era linda! Carnuda, mas não exageradamente, parecia que havia sido desenhada. Seus cabelos escuros iam mais ou menos até o ombro, ondulados e volumosos faziam um contraste bonito com a pele.&lt;br /&gt;  Torcia para que quinta-feira chegasse logo, faltavam três dias  e não tinha tempo para passear antes disso. Os dias passavam lentamente, não deixava de participar ativamente de nada, porém qualquer pausa para fumar um cigarro era desculpa para sonhar um pouco, inventar um nome, uma profissão, um cotidiano, que cruzara com o meu.&lt;br /&gt;  Finalmente era o dia! Peguei o metrô em botafogo, saltei na Estação Siqueira Campos, andei três quadras, sujeira, camelôs, lanchonetes fedorentas, velhinho inconveniente, edifício, loja, sex shop, cantina, igreja, igreja, psicólogo, seita religosa, igreja, médico, médico, dentista. Acaba a consulta e lá vou eu; médico, médico, igreja, seita religiosa, psicólogo, igreja, igreja, cantina, sex shop, loja, rua, velhinho inconveniente, lanchonetes fedorentas, camelôs, sujeira, metrô. Dirigi-me para a plataforma da zona sul desta vez, de longe o vi sentado, olhava para frente, como sempre, pensei se não estava me procurando. Respirei fundo e fui andando em sua direção, sem pressa, estava bastante concentrada, desligada do que acontecia em volta, só me chama a atenção uma mulher que estava logo à minha frente, parecia ter o mesmo objetivo que o meu, fosse esse qual fosse e de fato o tinha. Cumprimentaram-se com um beijo, neste momento foi como se voltasse à realidade, de onde estive fora por semanas, apesar de acreditar que participava ativamente das coisas; o metrô voltou a ser a mesquinho e oportunista, as pessoas voltaram a ser pessoas, e o rapaz incógnito era apenas um rapaz. O trem vinha vindo, freou violentamente, viu-se sangue, ouviu-se gritos, e o rapaz, desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-7545992769500575789?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/7545992769500575789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=7545992769500575789&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/7545992769500575789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/7545992769500575789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/05/sentido-zona-sul.html' title='Sentido Zona Sul'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-2202996112478718787</id><published>2008-03-30T19:56:00.000-03:00</published><updated>2008-03-30T19:58:05.354-03:00</updated><title type='text'>O reflexo</title><content type='html'>A última coisa que lembro é de sentir um aperto forte no peito, comprimi os olhos à procura de oxigênio e de repente a escuridão, não enxergo mais nada, não ouço nada, apenas uma risada de criança, baixinha no fundo. E então, ela começou a ter convulsões, bateu com a cabeça e caiu nos meus braços, o nervosismo tomou conta de mim, não sabia o que fazer, as convulsões persistiam, seus olhos estavam abertos, miravam o nada. Eu avisei que não ia dar certo, era uma idéia estúpida, mas não me escutavam, e no momento em que ela caiu e começou a debater-se contra o chão, um arrependimento pairou, a razão já nos havia escapado no medo de perdê-la ali, bem à nossa frente. Parecia que estava dormindo, tendo um pesadelo há dias, quando não passavam de minutos. Acordo com um ferimento no lábio inferior, sangra, estão todos assustados, olham-me incertos se estou acordada mesmo ou não, e a verdade é que nem eu mesma sei se, de fato, acordei, meu coração dispara, tudo em volta está girando, não entendo nada, e  ninguém pode  esclarecer o que acontece. Quando, finalmente, ela acordou, parecia que sua memória havia sido apagada, olhava em volta assustada, insegura, e até desconfiada, bombardeava-nos com perguntas. Que horas são? quanto tempo estive desacordada? o que aconteceu? estou sangrando! E tudo gira depressa, corro para o espelho, encontro o reflexo de uma estranha, acabada, ferida, com os olhos perdidos em um universo bem longe e desconhecido. Nos encaramos, espero meu reflexo verdadeiro, mas tudo o que vejo é aquela mesma imagem estranha, de alguém perdido, sem destino e inconseqüente. Não sei dizer quem estava mais atemorizado, mas vê-la correndo e estranhar sua imagem refletida era o que mais me amedrontava. Não entendíamos, hesitávamos em tentar conversar, porém ela só ficava ali, parada olhando, quase que entrando no espelho. Enfim decidimos tirá-la da frente do espelho, não foi nada fácil, mas já bastava o susto daquela noite. Fizemos ela beber água com açúcar e a deitamos na cama para descansar, talvez voltar à razão, pois continuava muito tensa. Puseram-me deitada aqui, tente descansar, eles disseram. Como descansar? Algo estranhíssimo acaba de me acontecer, tudo o que sei é que acordei ferida e meu reflexo já não é mais o mesmo. Espero que agora ela descanse e volte a si, eu pensava, todos nós precisávamos descansar, e assim o fizemos. Naquela noite fui o último a deitar, ainda estava chocado, seria difícil dormir, mas no final consegui e tive um sonho estranho: ela estava de frente para o espelho, olhando profundamente seus próprios olhos, estava séria, ninguém ousava incomodá-la. Encarava seu reflexo há horas, quando, com um soco certeiro, destruí o espelho, e não só este último como ela caíram em pedaços, ali, de repente, na frente de todos nós. Estão todos dormindo, menos eu. Preciso levantar, vou andando até o final do corredor, ela está me esperando, e novamente nos encontramos, seus olhos mostravam uma certa inveja por ser o reflexo e não o refletido. Aproximo-me cada vez mais, ela me atrai, e com um beijo nos tornamos um só, o reflexo e o refletido, agora andam juntos, para sempre.Acordara assustado e fui ver se ainda estava na cama e, lá estava ela, peguei em sua mão, estava gelada e rígida, ela beijava a outra. Seus olhos estavam abertos, perdidos, esperançosos, e mórbidos. Após aquela noite, nossa única certeza era que nunca mais nos olharíamos no espelho da mesma forma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-2202996112478718787?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/2202996112478718787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=2202996112478718787&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/2202996112478718787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/2202996112478718787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/03/o-reflexo.html' title='O reflexo'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-7757622284997983332</id><published>2008-03-03T16:58:00.002-03:00</published><updated>2008-03-03T17:01:51.830-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Raiva; é exatamente isso que sinto, muita raiva. Mas, também, decepção; sabe quando aquilo que você acredita que poderia dar certo e, por causa de uma dúzias de babacas sem cérebro, desmorona bem diante dos seus olhos? Nada dói mais que a destruição de um sonho. Raiva, decepção, aceitação...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-7757622284997983332?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/7757622284997983332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=7757622284997983332&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/7757622284997983332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/7757622284997983332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/03/raiva-exatamente-isso-que-sinto-muita.html' title=''/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-5507996842840121771</id><published>2008-02-18T14:54:00.005-03:00</published><updated>2008-02-18T15:04:25.472-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Observava o mundo como se vivesse fora dele, de fato assim se sentia. Tudo era tão novo, tão diferente, nada fazia sentido. Não destinguia formas, não identificava cores, não respondia aos ruídos; era um ser estranho, alguém que acabara de chegar, perdido nos seus próprios sonhos, preso às suas próprias ilusões...&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/R7nHhEUsa-I/AAAAAAAAABI/NTgkonWXuEI/s1600-h/01750004.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/R7nHhEUsa-I/AAAAAAAAABI/NTgkonWXuEI/s320/01750004.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168381418294504418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-5507996842840121771?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/5507996842840121771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=5507996842840121771&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/5507996842840121771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/5507996842840121771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2008/02/observava-o-mundo-como-se-vivesse-fora.html' title=''/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/R7nHhEUsa-I/AAAAAAAAABI/NTgkonWXuEI/s72-c/01750004.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-3141664816180178595</id><published>2007-12-20T13:55:00.000-02:00</published><updated>2007-12-20T14:03:17.904-02:00</updated><title type='text'>DESAFIO (2)</title><content type='html'>O que é mais importante: estudar a história ou, fazer história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/R2qR1HxtWJI/AAAAAAAAABA/hRvLSbWMwiI/s1600-h/che.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/R2qR1HxtWJI/AAAAAAAAABA/hRvLSbWMwiI/s320/che.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146085866030848146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-3141664816180178595?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/3141664816180178595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=3141664816180178595&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/3141664816180178595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/3141664816180178595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2007/12/desafio-2.html' title='DESAFIO (2)'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/R2qR1HxtWJI/AAAAAAAAABA/hRvLSbWMwiI/s72-c/che.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-6602496177838504393</id><published>2007-12-11T17:01:00.000-02:00</published><updated>2007-12-11T17:51:49.205-02:00</updated><title type='text'>Vento de Mudanças ou Ser Alguém ou Vento Sudoeste ou Cabra Cega ou Retrospectiva</title><content type='html'>Sentiu um ar de mudança? Um ar?! Eufemismo! Senti massas de ar carregadas, senti o vento sudoeste! Em tão pouco, tudo mudou tanto, psicologicamente, fisicamente, ideológicamente. O vento levou a venda que tampava os olhos que já não aguentavam mais ser enganados. Brincar de cabra cega com a realidade cansa. Ir contra um sistema que nem mesmo entende, protestar contra algo que não se sabe o que é, tudo isso cansa. Mas o vento levou, e agora tudo está mais claro, agora minha posição está estabelecida, agora o meu caráter está minimamente definido, agora o meu caminho já tem uma direção e um sentido, posso tirar as vendas dos olhos daqueles que ainda não se cansaram de brincar.&lt;br /&gt;Calma, calma, ainda não acabou! Falta pouco, mas ainda não acabou, sabe-se lá o que vento me reserva até o fim, até o começo de um novo ano. Afinal, mudanças são mudanças, podem ser boas ou ruins, depende do vento. Mas e até agora? Foi bom, muito bom, eu diria. Nada melhor do que ter para onde ir, não é verdade? Saber. Afinal, é isso que nos torna alguém: saber para onde ir. Enquanto seguir o caminho de outro, não será ninguém, pois alguém nada mais é do que ser você-mesmo e, ser você-mesmo não é tarefa de "imitão", e sim de quem sabe para aonde vai.&lt;br /&gt;Espero que este vento carregado de mudanças chegue (se é que já não chegou) para todos,  que fique claro o caminho à ser seguido e, que todas as vendas sejam levada, de uma vez por todas, para que todos possam parra de brincar e, finalmente, construir um mundo bom para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este assunto é muito interessante, poderia continuar escrevendo sobre ele aqui, mas tenho uma revolução para fazer..." Vladimir Lenin&lt;big&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-6602496177838504393?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/6602496177838504393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=6602496177838504393&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/6602496177838504393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/6602496177838504393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2007/12/vento-de-mudanas-ou-ser-algum-ou-vento.html' title='Vento de Mudanças ou Ser Alguém ou Vento Sudoeste ou Cabra Cega ou Retrospectiva'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-5414424889309392380</id><published>2007-11-29T11:30:00.000-02:00</published><updated>2007-11-29T11:56:05.641-02:00</updated><title type='text'>DESAFIO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que é ser alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/R07EVZt8wYI/AAAAAAAAAA4/9skJmCYyzrI/s1600-h/estpin18-05-2006.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 403px; height: 289px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/R07EVZt8wYI/AAAAAAAAAA4/9skJmCYyzrI/s320/estpin18-05-2006.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138260096836223362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo post digo a minha resposta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-5414424889309392380?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/5414424889309392380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=5414424889309392380&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/5414424889309392380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/5414424889309392380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2007/11/desafio.html' title='DESAFIO'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/R07EVZt8wYI/AAAAAAAAAA4/9skJmCYyzrI/s72-c/estpin18-05-2006.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-8772921039253032637</id><published>2007-11-21T19:32:00.000-02:00</published><updated>2007-11-21T19:34:35.235-02:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capitalismo não passa de uma futilidade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-8772921039253032637?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/8772921039253032637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=8772921039253032637&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/8772921039253032637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/8772921039253032637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2007/11/capitalismo-no-passa-de-uma-futilidade.html' title='...'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-4826180183826774696</id><published>2007-11-18T17:33:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T17:47:56.384-02:00</updated><title type='text'>Beijo</title><content type='html'>Beijar é como entrar no mar, mergulhar nos sonhos mais ocultos e reprimidos, aqueles que a sociedade nos ensinou a evitar pensar. Beijar é uma arte, da mais bela e popular que existe. É uma manifestação política do seu inconsciente; é parar o tempo, voar nos minutos e segundos; esquecer os infortúnios, as injustiças; as memórias. Beijar é viver aquele momento, não importa aonde, como ou quando. Beijar é fazer daquele momento o melhor possível (Leibniz?).&lt;br /&gt;Beijar é viver o hoje, e o agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Momentos súbitos de inspiração]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-4826180183826774696?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/4826180183826774696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=4826180183826774696&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/4826180183826774696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/4826180183826774696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2007/11/beijo.html' title='Beijo'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1923359146969832292.post-3602816079577362303</id><published>2007-11-11T23:56:00.000-02:00</published><updated>2007-11-11T17:51:48.386-02:00</updated><title type='text'>Um primeiro post</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt; O Estranho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrangeiros nunca me agradaram. Na década de 90, muitos estrangeiros foram morar em minha cidade, buscando o emprego que fosse para que pudessem ter o mínimo de qualidade de vida. Porém, não foram bem-vindos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papai costumava dizer que eram uma praga, chamava-os de “parasitas”, e odiava que chegassem perto dele. Naquela época quase todos pensavam como meu pai, pois minha cidade já havia sido muito humilhada, na chamada Guerra Vermelha, que aconteceu na década de 70, numa divisão entre Norte e Sul. Minha cidade servia apenas para refugiar inimigos, os líderes guerrilheiros sempre diziam que nossa cidade não servia pra nada, pegavam crianças e obrigavam-nas a ser soldados, invadiam casas, pegavam alimentos, enfim, enfureciam a população, o que criou um nacionalismo excessivo e, até hoje, estrangeiros do Norte vêm até nossa cidade atrás de um lugar para morar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudava numa escola extremamente nacionalista; ao chegar, tínhamos que cantar o hino da cidade, criado após a guerra, e levantar a bandeira da cidade fazendo um gesto de amor à “pátria”. Na sala de aula, todos se conheciam. Havia três meninas do Norte extremamente desrespeitadas pela turma, mas continuavam estudando naquela escola pois os pais julgaram a melhor escola da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No intervalo, entre as aulas, as três nortistas, como o resto da turma,  precisavam passar pelo corredor para mudar de sala; no entanto, só podiam passar pelo corredor dos faxineiros e funcionários de baixo cargo, caso contrário, eram vaiadas e acertadas com papéis ou coisas piores. Toda vez que trocávamos de sala torcíamos para elas irem pelo nosso corredor para nos divertirmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, minha família se reunia numa longa mesa de jantar, com todos os tipos de comida, orávamos, e atacávamos. Meu pai, como sempre, contava o que tinha feito com os “parasitazinhos” que tentavam saber mais que ele no trabalho, todos ouviam orgulhosos do pai que tinham e em suas cabeças alienadas sonhavam em um dia ser como ele, e lógico, eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, após o almoço, recebemos uma carta do trabalho de meu pai dizendo que ele havia sido transferido para uma sede em outro país, e deveria ir com ou sem a família. Um mês depois estávamos de malas feitas, tristes por deixar nossa amada cidade, mas empolgados com a mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos ao nosso novo lar, nos vimos diante de uma casa muito menor, em péssimas condições, e praticamente sem encanamento. Só um ano, somente um ano, eu pensava para tentar me sentir melhor. Teríamos que nos adaptar à nossa nova casa, por mais difícil que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após nossa chegada, fomos nos apresentar aos novos vizinhos mas, fomos pessimamente recebidos, e vistos com maus olhos. Desta vez, os “parasitas” éramos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matriculada em uma escola perto de nossa casa, fui ao meu primeiro dia de aula. Quando entrei em minha sala, alguns alunos me ignoraram, outros preferiram olhar-me com desprezo, e outros sussurravam xingamentos à medida que ia me aproximando deles. A professora mandou-me sentar; não quis fazer apresentações. Odiava-me tanto quanto os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se a recepção já não houvesse sido desastrosa, minhas notas estavam péssimas;  por mais que soubesse toda a matéria, recusavam-se a me dar uma nota digna de meu trabalho. Um dia, após a aula de educação física, no vestiário feminino, fui, calorosamente, recebida por algumas meninas da minha classe. A professora de educação física fechou a porta do vestiário e vigiou, enquanto as meninas alertavam-me. Socos, chutes, palavrões, um golpe perfeito, e para finalizar a mais forte do grupo disse “volte para sua casa, verme”. Permaneci deitava, meu nariz sangrava, havia cortes pelo meu rosto, não sentia meu corpo, simplesmente fiquei ali parada, no chão gelado e sujo do vestiário, nua, sozinha. Ouvi passos, mas não conseguia gritar; me enforcaram tanto que era impossível sair algum som, cheguei a pensar que estava morta, mas de repente, uma menina aproximou-se de mim. Aterrorizada, pôs uma toalha sobre meu corpo e lavou minhas feridas. “O que aconteceu com você?”, perguntou a menina, “sou estrangeira” respondi com o pouco de voz que saía lentamente. Ela não me estranhou, nem me largou, ficou comigo, dizendo como aquelas meninas eram cruéis, e o quão ela odiava esse tipo de preconceito. Explicou-me que agiam daquela forma por influência das famílias, eram muito violentas, mas a verdadeira razão pela qual as pessoas daquela cidade eram cruéis com estrangeiros, não soube dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei em casa, meus pais levaram um susto enorme e, imediatamente, ligaram para a escola, a diretora disse que não estava ciente do ocorrido, e que se ela quisesse sair, que saísse, pois havia muita gente querendo entrar. Meus pais optaram por me deixar na escola, era a única oportunidade de estudo que eu poderia ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria, a menina que me ajudou, morava naquela cidade há mais ou menos cinco anos. Quando chegou, as pessoas ainda estavam um pouco menos violentas, mas mesmo assim sofreu muito preconceito. Após todos aqueles anos, tantos estrangeiros se mudaram para lá, que já haviam esquecido que ela existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fazia seis meses que estávamos morando lá, e nenhum vizinho foi gentil conosco; pelo contrário, eram cruéis e invejosos. Se minha mãe plantasse uma flor no jardim, cortavam-na; se meu pai saísse antes deles para o trabalho, no dia seguinte furavam o pneu do carro. Eram cruéis e cada vez faziam mais crueldades. Um belo dia minha mãe foi reclamar com o vizinho do lado pois pegou sua mulher no flagrante cortando nossas flores. O vizinho foi curto e grosso com minha mãe, “pessoas de fora não merecem nenhum tipo de credibilidade nessa rua”, e bateu a porta. Fiquei indignada, ninguém trata minha mãe daquela maneira, cheguei perto dela e insistimos. Dessa vez, o homem apareceu com uma espingarda na mão e nos mandou ir embora, um impulso desceu de minha cabeça aos dedos dos pés mas não consegui me mover. Fiquei sem reação,  e sem mim, minha mãe não saía de lá. Ela pensou que eu estava enfrentando-o e entrou em minha frente, gritos e mais gritos, de repente ouvi um barulho ensurdecedor e  aí não ouvi mais nada. Senti um líquido quente respingar em meu rosto, minha mãe caindo em cima de mim e tudo continuava em silêncio, o homem fechou a porta, trancou, desapareceu, o tempo parou. Mas continuei lá, com minha mãe nos meus braços, linda, manchada de vermelho. A vizinhança toda viu, mas ninguém abriu a boca ou se deu o trabalho de ir ajudar-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semanas depois nos despedimos de Maria e voltamos para nossa cidade para enterrar minha mãe e  morar lá novamente, mas dessa vez tudo estava diferente, nossos amigos nos rejeitavam, e diziam que jamais se juntariam a nós, desprezariam os “parasitas” enquanto podiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Eduarda Magalhães&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1923359146969832292-3602816079577362303?l=dudaeoestranho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/feeds/3602816079577362303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1923359146969832292&amp;postID=3602816079577362303&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/3602816079577362303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1923359146969832292/posts/default/3602816079577362303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudaeoestranho.blogspot.com/2007/11/um-primeiro-post.html' title='Um primeiro post'/><author><name>Duda Magalhães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16537861716053483058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UVnyZv95mTE/Swr6NV670LI/AAAAAAAAAFA/s-SG_NwDcts/S220/DSC00352copy.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
